Pôr lado a lado ideias ou palavras opostas, para que uma ilumine a outra pelo contraste.
Em Paraíso
fizeste-me alegre, e assim me faz claro, pois, falando, me moveste a duvidar como pode, de doce semente, vir amargo
«Doce semente» e «amargo» se opõem na mesma frase. O contraste de sabores condensa a pergunta inteira: como o que nasce de um pai generoso pode sair avaro. A oposição faz o leitor sentir o problema antes de ouvir a resposta.
Cantos V a VIII: Mercúrio e Vênus, Dante, a Carlos Martel, formulando a dúvida sobre a linhagem
aqui, porém, não nos arrependemos, mas rimos, não da culpa, que não volta à mente, mas do valor que ordenou e proveu. Aqui se contempla a arte que adorna tanto afeto, e se discerne o bem pelo qual o mundo de cima faz girar o de baixo
Cantos IX a XII: Vênus e o Sol, Folquet de Marselha, a Dante, no céu de Vênus
mas, ainda assim, afastada toda mentira, torna manifesta toda a tua visão; e deixa coçar onde está a sarna. Pois, se a tua voz for molesta ao primeiro gosto, deixará depois alimento vital, quando for digerida
Cantos XVII a XX: A profecia e a Águia, Cacciaguida, a Dante, sobre o que ele deve escrever
pois vi e ouvi falar o bico, e soar na voz eu e meu, quando no pensamento era nós e nosso
Cantos XVII a XX: A profecia e a Águia, Dante, narrador, diante da Águia de Júpiter
ora, filho meu, não o provar do lenho foi por si a causa de tão longo exílio, mas somente o transpor do sinal
Cantos XXV a XXVIII: As três virtudes e o Primeiro Móvel, Adão, a Dante, sobre a causa da queda
a chaga que Maria fechou e ungiu, aquela que é tão bela a seus pés é quem a abriu e a picou
Cantos XXIX a XXXIII: O Empíreo, São Bernardo, a Dante, mostrando Eva na rosa
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.