Afirmação que parece contradizer a si mesma ou o bom senso, mas que, pensada, revela uma verdade.
Em Paraíso
o reino dos céus sofre violência de amor ardente e de esperança viva, que vence a divina vontade: não como o homem vence o homem, mas vence-a porque ela quer ser vencida, e, vencida, vence com a sua benignidade
O amor e a esperança «vencem a divina vontade», mas só porque ela «quer ser vencida». A afirmação parece contradizer a onipotência divina e, pensada, mostra que a graça se deixa vencer por amor, vencendo ainda assim.
Cantos XVII a XX: A profecia e a Águia, A Águia, a Dante, sobre Trajano e Rifeu