Dizer uma coisa querendo que se entenda outra, muitas vezes o contrário. O sentido verdadeiro fica por conta de quem lê ou de quem ouve.
Em Um, Nenhum e Cem Mil
E esperemos, pelo amor de Deus, que não tenha morrido algum outro parente próximo, pois então os senhores também veriam como um cemitério todos aqueles queridos ciprestes.
"Esperemos, pelo amor de Deus" finge um voto de proteção, mas o que se diz é o contrário: o leitor também há de ver os ciprestes como cemitério, quando a morte chegar. A gentileza do pedido carrega a ameaça.
Livro II: O leitor e a casa, Vitangelo Moscarda ao leitor, sentado na poltrona do quarto dele