Frases ou versos seguidos com a mesma construção, de modo que o leitor compara o que muda de um para outro.
Em Um, Nenhum e Cem Mil
Ah, aí está: um usurário, para os outros; um tolo aqui, para Dida, minha mulher. Gengè eu era; um aqui, no ânimo e diante dos olhos de minha mulher.
"Um usurário, para os outros; um tolo aqui, para Dida" repete a mesma construção em duas metades. O leitor compara o que muda de uma para outra, o lugar e o juízo, e vê que o corpo é o mesmo.
Eu me tornava “um”. Eu. Eu, que agora me queria assim. Eu, que agora me sentia assim. Finalmente. Não mais usurário (chega daquele banco!): e não mais Gengè (chega daquela marionete!).
Nenhum nome. Nenhuma lembrança, hoje, do nome de ontem; do nome de hoje, amanhã. [...] Não é outra coisa senão isto, epitáfio, um nome.
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.