O narrador conta em terceira pessoa, mas com as palavras, o tom e o modo de pensar de um personagem, sem aspas nem "ele pensou": a voz do narrador e a do personagem se misturam.
Em A Montanha Mágica
uma febre da matéria que acompanhava o processo de incessante decomposição e reconstituição de moléculas de albumina [...]. Não era nem matéria nem espírito. Era qualquer coisa entre os dois, um fenômeno sustentado pela matéria, tal e qual o arco-íris sobre a queda-d'água, e igual à chama. [...] A enfermidade era a forma licenciosa da vida.
O narrador expõe as conclusões de Hans sem aspas nem verbo de pensamento, e as palavras “febre da matéria” e “forma licenciosa da vida” soam como as do rapaz lendo à noite. A voz do narrador e a do personagem se misturam.