O falante se dirige a alguém ausente ou morto, a uma coisa, a um lugar ou a uma ideia, como se pudessem ouvir.
Em Ilíada
canta, deusa, a ira de Aquiles, filho de Peleu, a ira funesta que impôs aos aqueus dores sem conta.
O narrador se dirige a uma deusa ausente, com o imperativo “canta, deusa”, como se ela pudesse ouvi-lo. O pedido põe a história sob a autoridade de quem a conhece e dá ao poeta a posição de quem só repete o que recebe.
Canto I: A peste e a ira, o narrador
dizei-me agora, Musas que tendes moradas olímpicas, pois vós sois deusas, estais presentes e sabeis tudo, e nós só ouvimos a fama e nada sabemos.
Canto II: O sonho e o catálogo das naus, o narrador
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.