Clavis Libri

Recurso literário

Pergunta retórica

Pergunta feita sem esperar resposta, porque a resposta já está implícita, ou porque o que importa é a dúvida que ela expõe.

Em Ilíada

ai de mim, que me acontecerá? Grande mal será se eu fugir, por temor da multidão; pior ainda se for capturado sozinho, pois o Cronida pôs em fuga os outros dânaos. Mas por que o meu coração me diz estas coisas? Sei que os maus se afastam da guerra, e que quem se distingue no combate, a este é preciso resistir com firmeza, seja ferido ou fira outro.

As perguntas “que me acontecerá?” e “por que o meu coração me diz estas coisas?” não esperam resposta de ninguém. Servem para mostrar a dúvida, e a resposta que ele mesmo se dá logo em seguida a transforma em decisão.

Canto XI: A aristeia de Agamêmnon, Odisseu

ai, infelizes, por que vos demos ao rei Peleu, um mortal, vós que não envelheceis nem morreis? Foi para que tivésseis dores entre homens miseráveis? Pois de tudo o que respira e rasteja sobre a terra, nada há mais digno de lástima que o homem.
Desbloquear com a assinatura

Canto XVII: A luta pelo corpo de Pátroclo, Zeus

Xanto, por que me profetizas a morte? Não precisas. Eu mesmo bem o sei: meu destino é perecer aqui, longe do pai querido e da mãe; mas, ainda assim, não pararei antes de levar os troianos a se fartarem de guerra.
Desbloquear com a assinatura

Canto XIX: O fim da ira, Aquiles

Mas, amigo, morre também tu: por que te lamentas assim? Morreu também Pátroclo, que era muito melhor do que tu.
Desbloquear com a assinatura

Canto XXI: Aquiles e o rio, Aquiles

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

Ver os planosJá assina? Entrar