Palavra, frase ou imagem que volta várias vezes ao longo da obra, ligada a um personagem ou a uma ideia, e ganha sentido a cada retorno.
Em Ilíada
tal como é a geração das folhas, assim é a dos homens. As folhas, umas o vento derruba no chão, outras a mata verdejante faz brotar, quando chega a estação da primavera; assim a geração dos homens: uma nasce, outra se acaba.
A imagem das folhas volta mais adiante na fala de Apolo, que chama os homens de “semelhantes às folhas”. Ligadas, as duas passagens fazem da folha o emblema da brevidade humana, vista de baixo por Glauco e de cima pelo deus.
Canto VI: Heitor e Andrômaca, Glauco
e que devolva o meu corpo à casa, para que os troianos e as esposas dos troianos me deem, depois de morto, a parte do fogo.
Canto VII: O duelo de Heitor e Ájax, Heitor
e então o Pai estendeu a balança de ouro; nela pôs duas Queres, as sortes da morte que abate, a dos troianos domadores de cavalos e a dos aqueus de túnica de bronze; tomou-a pelo meio e a ergueu: pendeu o dia fatal dos aqueus.
Canto VIII: A batalha interrompida, o narrador
Agora, de fato, eu faço cessar a ira, e não me convém ficar sempre enfurecido sem trégua;
Canto XIX: O fim da ira, Aquiles
mortais miseráveis, que, semelhantes às folhas, ora ardem em pleno vigor, comendo o fruto da terra, ora murcham sem vida.
Canto XXI: Aquiles e o rio, Apolo
pôs nela as duas Queres da morte que traz dor prolongada, a de Aquiles e a de Heitor, domador de cavalos; levantou-a segurando o meio: o dia fatal de Heitor pendeu, foi para o Hades, e Febo Apolo o deixou.
Canto XXII: A morte de Heitor, o narrador
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.