Frases ou versos seguidos com a mesma construção, de modo que o leitor compara o que muda de um para outro.
Em Ilíada
para mim tu não és culpada; para mim os deuses é que são culpados, eles que lançaram contra mim a guerra de muitas lágrimas dos aqueus.
As duas orações têm a mesma estrutura, “para mim tu não és culpada; para mim os deuses é que são culpados”, e só trocam o sujeito. A troca de “tu” por “os deuses” faz o leitor ver, no mesmo ritmo, o lugar da culpa mudar.
Canto III: O duelo de Páris e Menelau, Príamo
Pois minha mãe, a deusa Tétis dos pés de prata, diz que dois destinos de morte me levam ao termo: se eu ficar aqui e combater a cidade dos troianos, perdi o retorno, mas minha glória será imperecível; se eu voltar para casa, à querida pátria, perdi a boa glória, mas longa vida me será dada, e o termo da morte não me alcançará logo.
Canto IX: A embaixada a Aquiles, Aquiles
como em sonho não se pode perseguir quem foge: nem o outro consegue fugir, nem o primeiro alcançar; assim um não conseguia agarrá-lo com os pés, nem o outro escapar.
Canto XXII: A morte de Heitor, o narrador
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.