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Recurso literário

Repetição

Voltar à mesma palavra, à mesma frase ou à mesma construção, no começo de versos ou de frases seguidas (anáfora) ou ao longo do texto, para dar ritmo, ênfase ou insistência.

Em Ilíada

não é bom o mando de muitos; seja um só o chefe, um só o rei, a quem o filho de Crono, de pensamentos tortuosos, deu o cetro e as normas, para que decida por eles.

A construção “um só o chefe, um só o rei” repete “um só” para martelar a ideia de comando único. A insistência soa como slogan e dá ao discurso a firmeza de uma ordem, em contraste com o “mando de muitos” que ele condena.

Canto II: O sonho e o catálogo das naus, Odisseu

pois isto eu sei bem, no espírito e no coração: virá o dia em que a sagrada Ílion será destruída, e Príamo, e o povo de Príamo, bom lanceiro.
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Canto VI: Heitor e Andrômaca, Heitor

disse, e desatou do peito a cinta bordada, de muitos matizes, onde estavam feitos todos os feitiços: nela havia amor, nela desejo, nela a conversa íntima, a sedução que rouba o juízo até de quem pensa com firmeza.
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Canto XIV: O engano de Zeus, o narrador

Nele fez a terra, nele o céu, nele o mar, e o sol incansável e a lua cheia, e nele todos os astros com que o céu se coroa.
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Canto XVIII: O escudo de Aquiles, o narrador

Mas, amigo, morre também tu: por que te lamentas assim? Morreu também Pátroclo, que era muito melhor do que tu.
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Canto XXI: Aquiles e o rio, Aquiles

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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