Clavis Libri

Tema em Quincas Borba

Dinheiro e riqueza

O dinheiro como condição de vida: riqueza, pobreza, dívida, comércio, herança em bens.

O tema na obra

O livro abre com Rubião já rico. No capítulo I, à janela de Botafogo, ele compara o passado de professor com o presente de capitalista, e tudo, das chinelas ao céu, entra na mesma sensação de propriedade.

No capítulo X, ao esconder do médico a carta de delírio do filósofo, Rubião calcula o legado e teme anular o testamento.

No capítulo XIV, aberto o testamento, ele é herdeiro universal, com uma só condição: guardar o Quincas Borba (cão) e tratá-lo como pessoa.

No capítulo XV, calcula a herança entre cem e trezentos contos e hesita entre brilhar em Barbacena e mudar-se para o Rio.

No capítulo XXI, no trem, conta a herança a Cristiano Palha e Sofia, e Palha, cujos olhos brilharam ao ouvir falar da Europa, reflete e só então pede discrição.

No capítulo L, ao ouvir de Sofia o que Rubião fez no jardim, Palha só deixa de minimizar quando ela fala em esfriar o trato, e então confessa que lhe deve muito dinheiro.

No capítulo LXI, Rubião, que viera apenas assinar uma folha, entra com cinco contos na Atalaia de Camacho.

No capítulo LXIX, é sócio de Palha, sem entender os números, por confiança nele, e o texto mostra Sofia dentro da decisão desde o começo.

No capítulo CVIII, afastado do Flamengo, assina cinco contos na subscrição de Sofia e pede dez a Palha, que guarda os títulos dele, aconselha cautela e acaba cedendo.

No capítulo CX, faz os empréstimos e paga o papel da Atalaia a Camacho.

No capítulo CXXVIII, Palha propõe desfazer a sociedade para dirigir um banco, e Rubião aceita a razão e o dispensa de pagar as dívidas.

No capítulo CXXIX, o narrador revela que não havia banco: Palha inventou a razão porque a verdade não serviria, e prospera com ações, apólices e fornecimentos de guerra.

No capítulo CXXXIII, a lenda da riqueza de Rubião atrai comensais, que lhe devem dinheiro e jantam às seis em ponto, com ou sem o dono.

No capítulo CXCI, em bilhete a Dona Fernanda, Sofia conta que Palha liquidou os bens dele e apurou três contos e duzentos.

No capítulo CXCII, Sofia inaugura os salões de Botafogo com um baile e um colar dos primeiros presentes de Rubião.

Rubião calcula a herança só enquanto ela é promessa. Depois que a tem, o dinheiro passa por ele a caminho de quem sabe contar: Palha conhece a soma e vê o capital diminuir, Camacho recebe pelo papel da folha, os comensais jantam às seis, o casal Palha acaba com o colar e com os três contos e duzentos. O dinheiro é o único assunto em que ninguém no livro fala com rodeios, e o único em que Rubião não faz as contas.

Onde aparece

Passagens

O primeiro capítulo mede o mundo pela propriedade.

tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade
Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo

A dívida de Palha vem à tona quando a mulher fala em cortar relações.

Mas, meu amor, eu devo-lhe muito dinheiro
Capítulos L a LVII: Palha, Sofia e a entrada de Camacho

O capital vai sendo furado sem que haja temporal.

assistia aos rombos feitos na caravela, sem temporal, mar de leite
Capítulos CIII a CXIII: A carta devolvida e os dez contos

Rubião dispensa Palha de pagar o que lhe deve.

Pois não pagues, e vê se te não fica ainda mais
Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido