Humanitas é o nome que o filósofo Quincas Borba dá a uma substância única, presente em todas as coisas, e Humanitismo é o nome da doutrina que ele diz ter formulado. Ele a define a Rubião como "um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível" e acrescenta: "Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem."
Explica-a pela morte da avó, derrubada por uma sege cujo dono tinha fome: "Humanitas precisa comer." Da morte tira a conclusão de que não há morte, porque a supressão de uma forma é a condição da sobrevivência de outra. Os indivíduos são como bolhas que se fazem e se desfazem na água que ferve, e à pergunta pela opinião da bolha ele responde: "Bolha não tem opinião." A alegoria das duas tribos famintas, que termina em "Ao vencedor, as batatas", vem logo depois, para mostrar que a guerra conserva.
O filósofo a aplica a vários casos. O cão pode ter nome de gente porque Humanitas existe nele também; moléstia e saúde são "dois estados de Humanitas"; na carta em que se diz Santo Agostinho, escreve: "eu considero heresia tudo o que não é a minha doutrina de Humanitas". Rubião aceita ser discípulo, mas entende pouco.
O que o livro mostra depois é o uso que Rubião faz dela: só a compreende ao herdar, e na mania repete teorias do filósofo, "às vezes, empregando as mesmas frases", que não entendera quando as ouviu em Barbacena. O narrador pergunta: "E por que todas essas reminiscências desapareciam com a volta da razão?"