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Perguntas · Quincas Borba

Quem é o cão Quincas Borba?

O cão Quincas Borba é o cachorro do filósofo, batizado com o nome do dono. O testamento obriga Rubião a guardá-lo, e ele o acompanha de Barbacena ao Rio e de volta a Barbacena, e morre pouco depois dele.

O narrador o descreve como "um bonito cão, meio tamanho, pêlo cor de chumbo, malhado de preto". O filósofo o leva para toda parte e chora ao deixá-lo com Rubião. Quando o filósofo morre, Rubião pensa: "Agora, que já acabou a obrigação, vou dá-lo à comadre Angélica." Aberto o testamento, descobre que o cão é a única condição da herança, corre à casa da comadre e o encontra num cercado, onde o cão o recebe com festa e delírio.

Em Botafogo, Rubião o solta todos os dias. O cão festeja, apanha e esquece, porque tem, diz o narrador, "muito curta a memória das pancadas": "Gosta de ser amado. Contenta-se de crer que o é." Rubião ora lhe dá tabefes, ora o afaga, e mais de uma vez cogita se a alma do filósofo passou para o corpo do cachorro, ao ver nos olhos dele o olhar do amigo morto.

O cão acompanha Rubião na loucura. Quando o dono é internado, tenta seguir a carruagem e é trancado em casa. Em Barbacena, dorme junto dele ao relento e é abrigado com ele pela comadre. Depois da morte do dono, adoece, foge em busca do dono e amanhece morto na rua.

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