Cristiano de Almeida e Palha é o marido de Sofia e o homem que guia Rubião no Rio. Conhecido no trem, vira o amigo, o sócio e, no fim, quem interna Rubião e liquida os bens dele.
A primeira cena dele é a do trem. Os olhos de Palha "brilharam instantaneamente" quando Rubião diz que talvez vá à Europa, mas, quando ele conta a herança, os olhos de Palha já "não brilhavam, refletiam profundamente", e só então Palha lhe pede discrição. Em seguida oferece a casa de Santa Teresa, indica um advogado, contraparente dele, e acompanha Rubião nas compras para a casa de Botafogo.
Ao ouvir de Sofia a declaração do jardim, empalidece, minimiza e confessa que deve muito dinheiro ao amigo; depois torna-se sócio de Rubião. Quando propõe desfazer a sociedade, alega que vai dirigir um banco; o narrador revela: "Não havia banco, nem lugar de diretor, nem liquidação". E conta que Palha prospera com ações, apólices e fornecimentos de guerra, já pensando em palacete e baronia. O narrador registra que há quem ache a alma dele "uma colcha de retalhos" e acrescenta: "Pode ser; moralmente as colchas inteiriças são tão raras!"
Quando Rubião delira, Palha o instala numa casinha da Rua do Príncipe e, com o Dr. Falcão, o interna. Liquida os bens dele e apura três contos e duzentos. Dias antes de Rubião sumir da casa de saúde, acha-o são, dá-lhe cem mil-réis e pede ao diretor que não precipite a alta.