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Perguntas · Quincas Borba

Sofia traiu o marido? Houve alguma coisa entre Sofia e Rubião?

O livro não mostra Sofia cedendo a Rubião nem a ninguém. O que traz são duas declarações de amor que ela ouve, uma suspeita que o narrador desfaz e o palpite de um médico que o livro não confirma.

Rubião é quem declara o desejo. No jardim de Santa Teresa, segura a mão de Sofia e só a afrouxa quando ela suplica: "Ai, não me quebre os dedos!" Ela conta tudo ao marido e diz que o melhor é cortar as relações, aos poucos ou de uma vez. Mais tarde, Rubião ouve de um cocheiro uma história sobre uma dama de véu e acha uma carta com a letra dela para Carlos Maria; a carta era a circular de uma comissão de senhoras, e o narrador responde: "Calúnia do leitor e do Rubião, não do pobre cocheiro".

Quem a declara a ela é Carlos Maria, num baile, com uma hora na praia que, segundo o narrador, inventou. Sofia tenta esquecer, mas a frase volta como "um trecho musical teimoso", e depois sonha com ele. Sobre esses pensamentos o narrador diz que o espírito se acostuma e que há sempre "um refúgio moral na isenção exterior, que é, por outros termos mais explicativos, o corpo sem mácula". Ainda antes, dissera que a porta do coração dela "estava trancada e retrancada".

No fim, o Dr. Falcão, que mal a conhece, diz a Dona Fernanda que os dois "se amaram" e depois, sozinho, conclui: "aquele homem foi amante da mulher deste sujeito". Dona Fernanda acha a suspeita "sem fundamento, absurda, inverossímil", e a cena do coupé mostra Sofia com aversão e medo do escândalo. O livro apresenta a conclusão do médico como suspeita dele, e a deixa assim.

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