O que acontece é o contrário do que se esperava, ou do que alguém planejou, de um modo que revela algo sobre os personagens ou sobre o mundo da obra.
Em Quincas Borba
Agora, que já acabou a obrigação, vou dá-lo à comadre Angélica
Rubião declara que a "obrigação" acabou e despacha o cão, mas o testamento mostra que ela era a condição da herança: o acontecimento contraria por completo o que ele supunha.
Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo, Rubião
cuidar finalmente como se cão não fosse, mas pessoa humana
A herança depende de tratar um cão como gente, e Rubião cumprirá isso melhor do que trata as pessoas: no fim, o laço mais fiel que ele terá é o que o testamento tornou obrigatório.
Capítulos XIII a XXVIII: A herança e a tentação de Rubião, o narrador
Mas, meu amor, eu devo-lhe muito dinheiro
Quando se espera de Palha a indignação de um marido, ele responde com a dívida: "eu devo-lhe muito dinheiro". A reação invertida expõe o que pesa mais para ele naquela noite.
Capítulos L a LVII: Palha, Sofia e a entrada de Camacho, Cristiano Palha
escolhe outra coisa, menos ministro
Teófilo, que sofre por não ser ministro, aconselha o filho a escolher "outra coisa, menos ministro": o homem que mais deseja o cargo é quem o desaconselha, e o conselho se desmancha adiante.
Capítulos CLXXII a CLXXXI: Teófilo, o Ministério e o abandono, Teófilo
Ao vencedor, as batatas!
O arruinado e louco grita o lema do vencedor: quem foi esmagado pelo mundo repete, com ênfase, a máxima que celebra o triunfo, e a frase aplica a doutrina ao seu próprio dono.
Capítulos CLXXXII a CCI: Loucura, abandono e a morte de Rubião, Rubião