Quem é
Prima de Sofia, moça da roça que chega com a mãe à casa de Santa Teresa e é introduzida na vida da cidade. Aprende francês e piano, recusa valsar, ama em silêncio Carlos Maria desde o baile da Rua dos Arcos e acaba casada com ele por iniciativa de Dona Fernanda, que lhe arranca a confissão. É o contraponto de Sofia: adora em silêncio onde a prima contempla a si mesma.
Trajetória
Sofia a apresenta a Rubião junto com a mãe, D. Maria Augusta, que finge rabugice para adiar o casamento da filha (capítulo LXIV). Aceita estudar francês e piano, e Cristiano Palha vence a tia com a promessa de um bom marido; aprende depressa, mas recusa valsar (capítulo LXVIII). No baile, cronometra a valsa de Sofia com Carlos Maria (capítulo LXIX).
Acorda aborrecida, com vontade de ir para a roça (capítulo LXXII), e diz a Sofia que não gosta de valsar e quer voltar; Sofia lhe promete um noivo, que é Rubião, e ela, esperançosa, pensa em Carlos Maria (capítulo LXXVII). Palha, de luto pela tia, mãe dela, a elogia a Rubião (capítulo LXXXIII).
Sofia dá a Rubião a notícia de que ela vai casar (capítulo CXV), e ele lhe dá os parabéns, e ela cora de contentamento (capítulo CXVI). O narrador diz que, sem a epidemia das Alagoas, talvez não houvesse casamento (capítulo CXVII): ela amava Carlos Maria desde o baile da Rua dos Arcos e calava o segredo, e com a comissão, Dona Fernanda torna-se sua amiga, decide casá-la com o primo e só depois lhe arranca, na chácara, a confissão sem nome, que ela ama como se ama a Deus (capítulo CXVIII).
Gosto dele, como gosto de Deus, que está no Céu
Teófilo, marido de Dona Fernanda, adivinha que Maria Benedita gosta de Carlos Maria (capítulo CXIX); na manhã do casamento, à janela, diante das ondas, ela se vê ajoelhada aos pés do marido e pensa que ele a fará feliz (capítulo CXXIII).
Oh! como ele me fará feliz!
Casam e, três meses depois, partem para a Europa (capítulo CXXIV). A carta que ela escreve, feliz e mãe, deixa Sofia com despeito (capítulo CLVIII). Volta ao Rio e diz que são felizes, porque o adora; o marido se irrita (capítulo CLXIX), e a sós ela pergunta o que ele tem, recebe um sorriso e promete ser menos expansiva (capítulo CLXX). Não contém o riso quando Rubião delirante invade a varanda (capítulo CLXXI), e a filha nasce na Tijuca (capítulo CXC).
Temas que encarna
Os temas-padrão que passam por ela são Desejo e Aparência e realidade.
A simetria com o marido é exata: noivo e noiva veem o mesmo quadro, ele como reverência a si e ela como entrega, e o narrador não decide se isso é felicidade.
Maria Benedita ama como se ama a Deus, sem esperar resposta, e o deus que ela adora parece construído por ela sozinha. A prima é o contraponto de Sofia: onde uma adora em silêncio, a outra se contempla. A felicidade de Maria Benedita, lida por Sofia com despeito, é o que o livro tem de mais próximo de um final feliz, e o marido dela não sabe recebê-la.
Relações
- Carlos Maria: o marido que ela adora e que se irrita com a felicidade dela.
- Sofia: a prima que a introduz na cidade e lhe promete um noivo que não é o dela.
- Dona Fernanda: a amiga que arranca a confissão e arma o casamento, que corre à Tijuca para o parto.
- Rubião: o homem que lhe dá os parabéns e a olha sair como quem vê uma filha.