O tema na obra
No capítulo XV, Rubião calcula a herança e hesita entre brilhar em Barbacena e mudar-se para o Rio.
No capítulo XVIII, ao entender o lema das batatas, vê-se como vencedor, pensa em ser duro e implacável e compõe de cabeça um sinete com o lema.
No capítulo LVII, o narrador retrata Camacho, bacharel de Recife, cujo jornalismo político troca de adjetivos conforme o governo. Chega a deputado, quer ser ministro, não consegue e vive da advocacia.
No capítulo LVIII, Camacho seduz Rubião com política e um almoço, e o ouvinte, lisonjeado, já sonha com um lugar na Câmara.
No capítulo LIX, Cristiano Palha e Camacho seguram Rubião na Corte: um propõe acompanhá-lo depois a Minas, o outro acena com a cadeira de deputado.
No capítulo LXI, Rubião, que viera apenas assinar, entra com cinco contos na Atalaia, e Camacho exibe o retrato do Marquês de Paraná.
No capítulo XCVII, à janela, lembra que o Cruzeiro é também uma ordem honorífica e acha genial fazer dele uma distinção nacional e privilegiada.
No capítulo C, Camacho oferece a Rubião uma candidatura a deputado, e ele já imagina o juramento na Câmara.
No capítulo CI, ao custear o enterro de Freitas, é tomado por senador ou desembargador por causa do coupé.
No capítulo CII, de noite, cruza com o coupé de um ministro e fica a ouvir os cavalos das ordenanças, mesmo depois de distantes.
No capítulo CXI, aplaude o artigo de Camacho, sugere reforçar uma palavra e, aceita a emenda, sente-se meio autor.
No capítulo CXIII, o narrador resume a operação num título imaginário: Rubião ruminou tantas frases que se teve por autor do que lera.
No capítulo CLXXIV, Teófilo chega abatido à casa de Dona Fernanda, deixado de fora das combinações do novo Ministério.
No capítulo CLXXV, desabafa contra a intriga, mostra à mulher o gabinete de papéis e pergunta de que vale tanto esforço. Ela propõe uma viagem à Europa, ele recusa, mas se anima com a ideia de uma colheita futura.
No capítulo CLXXVII, volta satisfeito: o marquês lhe pediu que aceite uma presidência de primeira ordem e assuma a chefia da maioria na Câmara.
No capítulo CLXXVIII, despede-se do gabinete como de santos e amigos.
A ambição de Rubião é emprestada. Ela chega por Camacho, que oferece a Câmara, fala em princípios e vende grandeza, e se alimenta de vaidade: a emenda de uma palavra o faz autor, o coupé o faz senador, a ordem do Cruzeiro lhe parece ideia genial. A de Teófilo, no fim, mostra o outro lado da mesma coisa: ele tem papéis, gabinete e anos de trabalho, e a crise e o remédio vêm do cargo oferecido ou negado. O narrador trata as duas com o mesmo tom, e o leitor percebe que o que diferencia um do outro é que Teófilo tem onde pôr a ambição, e Rubião só tem o que lhe vendem.
Onde aparece
- Capítulo XV: Rubião entre brilhar em Barbacena e ir ao Rio.
- Capítulo XVIII: o sinete com o lema das batatas.
- Capítulo LVII: o retrato do político Camacho.
- Capítulo LVIII: Camacho conquista Rubião para a política.
- Capítulo LIX: a cadeira de deputado como isca.
- Capítulo LXI: cinco contos para a Atalaia.
- Capítulo XCVII: o Cruzeiro como distinção honorífica.
- Capítulo C: a candidatura e o juramento imaginado.
- Capítulo CI: o coupé que faz de Rubião senador.
- Capítulo CII: os cavalos do ministro.
- Capítulo CXI: a emenda do artigo e o meio autor.
- Capítulo CXIII: Rubião autor de livros alheios.
- Capítulo CLXXIV: Teófilo barrado do Ministério.
- Capítulo CLXXV: o gabinete de papéis e a pergunta sobre o esforço.
- Capítulo CLXXVII: a presidência de primeira ordem.
- Capítulo CLXXVIII: a despedida dos livros.
Passagens
O poder, para Rubião, começa como posse de um instrumento.
o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão
A fama de senador vem do cavalo e do carro.
Parece que é senador ou desembargador, ou coisa assim
A emenda de uma palavra basta para fazer um autor.
Rubião se teve por autor de muitas obras alheias
Teófilo aconselha o filho Nuno a escolher outra coisa, menos ministro.
escolhe outra coisa, menos ministro