Afirmação que parece contradizer a si mesma ou o bom senso, mas que, pensada, revela uma verdade.
Em Purgatório
esta montanha é tal que sempre, ao começar por baixo, é penosa; e quanto mais se sobe, menos mal faz. Por isso, quando ela te parecer tão suave que subir te seja leve como, a favor da corrente, descer de barco.
A montanha é «penosa» no começo e, «quanto mais se sobe, menos mal faz». O que o bom senso espera ao contrário, que o cume seja o mais duro, é desfeito pela regra, que só se entende pensando na vontade que se fortalece.
Cantos I a IV: A praia e o Antepurgatório, Virgílio, a Dante, respondendo quanto falta para subir
aquele bem infinito e inefável que está lá em cima corre ao amor assim como o raio vem a um corpo luzente. Dá-se tanto quanto encontra de ardor; de modo que, por mais que a caridade se estenda, cresce sobre ela o valor eterno.
e não só uma vez, girando este espaço, se refresca nossa pena: digo pena e devia dizer consolo, porque aquela vontade às árvores nos leva que levou Cristo alegre a dizer Eli, quando nos libertou com o seu sangue.
Cantos XXII a XXV: Gula e a geração da alma, Forese Donati, a Dante, explicando a fome das sombras
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.