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Recurso literário

Paralelismo

Frases ou versos seguidos com a mesma construção, de modo que o leitor compara o que muda de um para outro.

Em Purgatório

nós fomos todos mortos à força, e pecadores até a última hora; ali uma luz do céu nos fez cair em si, de modo que, arrependidos e perdoando, saímos da vida pacificados com Deus, que nos aflige com o desejo de vê-lo.

Os dois gerúndios «arrependidos e perdoando» repetem a mesma construção e põem lado a lado os dois atos que salvaram a multidão. A simetria põe lado a lado os dois atos, arrepender-se e perdoar, sem ordem entre eles.

Cantos V a VIII: Os que se arrependeram tarde, Os mortos à força, que falam juntos a Dante

o natural é sempre sem erro, mas o outro pode errar, por mau objeto ou por demasiado ou por pouco vigor.
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Cantos XVII a XXI: O amor, a acídia e a avareza, Virgílio, a Dante, na lição sobre o amor

não esperes mais minha palavra nem meu aceno; livre, reto e são é o teu arbítrio, e seria erro não agir segundo o seu querer: por isso eu te coroo e mitro sobre ti mesmo.
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Cantos XXVI a XXIX: O fogo e o Éden, Virgílio, a Dante, na última fala antes de se calar

deste lado desce com a virtude de tirar de alguém a memória do pecado; do outro, devolve a de todo bem feito. Daqui, Lete; assim, do outro lado, chama-se Eunoé, e não opera se antes não for provado de um lado e do outro.
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Cantos XXVI a XXIX: O fogo e o Éden, Matelda, a Dante, explicando as duas águas do Éden

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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