Clavis Libri

Madame Bovary · Parte I

Capítulo 4

Resumo do capítulo

Os convidados chegam cedo, de toda a região, em carroças e charretes, e o cortejo segue a pé até a prefeitura e à igreja, com o violinista à frente e Emma Bovary erguendo de vez em quando o vestido comprido. O banquete é servido sob o galpão das carroças, com assados e fricassés e uma sobremesa montada pelo confeiteiro de Yvetot, um templo de papelão com um Cupido num balanço de chocolate no alto. Comem até a noite, cantam, exibem força e beijam as mulheres, e, ao partirem, as carroças disparam pelas estradas; Charles Bovary, sem veia para gracejos, responde mal às piadas que lhe disparam desde a sopa. Dois dias depois o casal parte, com Rouault acompanhando-os até Vassonville, onde se despede da filha e lembra o próprio casamento e a mulher morta. Chegam a Tostes às seis da tarde.

Análise

O dia seguinte inverte os papéis dos noivos, e quem se entrega é Charles. C’est lui plutôt que l’on eût pris pour la vierge de la veille, tandis que la mariée ne laissait rien découvrir où l’on pût deviner quelque chose, é ele, antes, que se tomaria pela virgem da véspera, enquanto a noiva não deixava transparecer nada em que se pudesse adivinhar alguma coisa.

Para discutir O confeiteiro de Yvetot traz de sobremesa um templo de papelão com colunatas, um torreão de bolo e, no alto, um Cupido num balanço de chocolate, e os convidados soltam gritos de admiração. O que essa peça diz sobre a ideia de amor que circula no casamento, e por que o narrador a descreve andar por andar?

Para discutir No dia seguinte, o narrador diz que é Charles quem se tomaria pela "virgem da véspera", enquanto a noiva não deixa transparecer nada. O que essa inversão revela sobre os dois, e por que a cena chega até nós pelo olhar dos convidados?