Resumo do capítulo
No dia seguinte à sessão, uma fila de um quilômetro se forma diante do Teatro de Variedades, mas Likhodiêiev, Rímski e Variênukha sumiram, o contrato do misterioso mago não está em pasta alguma, o cão farejador da polícia perde a pista no ponto de táxi e o espetáculo é cancelado. O tesoureiro Vassili Stepánovitch vai levar o relatório à comissão de espetáculos e encontra o presidente, Prokhor Petrovitch, reduzido a um terno vazio que despacha papéis atrás da mesa, enquanto a secretária Anna Ritchardovna chora que ele não está dentro dele.
Análise
Atrás da enorme mesa de escritório, com um tinteiro maciço, estava o terno vazio, que escrevia com a pena seca pelo papel.
Na filial da comissão, os funcionários cantam em coro sem conseguir parar, depois que um regente de calça xadrez e pincenê quebrado, o próprio Korôviev, os ensaia no almoço e some. Ao tentar entregar a renda no setor financeiro, o tesoureiro desembrulha o pacote e encontra dinheiro estrangeiro no lugar dos rublos.
Diante de seus olhos havia um monte de dinheiro estrangeiro.
Ele é preso ali mesmo, como Nikanor Ivânovitch Bossôi no capítulo 9.
É a segunda vez, depois da sessão de mágica do capítulo 12, que a trupe de Woland transforma dinheiro em algo diferente do que parecia. A punição de Rímski, Nikanor e agora Vassili Stepánovitch tem sempre a mesma forma: não rouba, expõe, revirando contra a vítima aquilo que ela mais teme ser flagrada guardando ou fazendo.
Para discutir Em cada lugar que o tesoureiro visita, algo se mostra o contrário do que parecia: o presidente da comissão é um terno vazio que escreve com a pena seca, os funcionários cantam sem conseguir parar, os rublos viram dinheiro estrangeiro. O que essas imagens dizem sobre a burocracia que o capítulo retrata?
Para discutir O tesoureiro é preso por dinheiro estrangeiro que apareceu no pacote sem que ele fizesse nada para isso. Que justiça, ou que falta dela, o capítulo mostra nessa prisão, e como ela se compara à de Nikanor Ivânovitch?