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O Mestre e Margarida · Segunda Parte · Capítulo 31

Nas colinas dos pardais

Resumo do capítulo

Woland, Korôviev e Behemoth esperam montados em cavalos pretos no alto da colina, olhando Moscou do outro lado do rio, e Azazello chega com o O mestre e Margarida. Woland manda o mestre se despedir da cidade ("Está na nossa hora"), e ele caminha até a beira do abismo e sente, em sequência, tristeza, indiferença orgulhosa e por fim um pressentimento de paz permanente. Enquanto isso Behemoth, com o aval de Margarida, e depois Korôviev disputam quem assobia mais forte, e o assobio de Korôviev arranca um carvalho pela raiz, racha a terra até o rio e lança ao leito um pedaço da margem, sem ferir os passageiros do barco que passava. Assustado, o mestre volta correndo e diz a Woland que se despediu.

Análise

Está na hora!!

Os cavalos partem, e quando o manto de Woland se abre por um instante Margarida olha para trás e não vê mais nada: nem torres, nem cidade, só neblina onde Moscou estava.

Para discutir Quando Korôviev assobia, a terra racha e um carvalho é arrancado pela raiz, e o mestre volta correndo, assustado, para dizer que se despediu. Por que o romance põe uma brincadeira violenta entre a despedida do mestre e a partida final?

Para discutir Diante de Moscou, o mestre sente "mágoa profunda", depois "indiferença orgulhosa" e por fim "pressentimento de paz permanente". Que caminho interior é esse, e o que ele diz sobre o que significa despedir-se de uma cidade onde se sofreu?