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O Mestre e Margarida · Primeira Parte · Capítulo 8

O duelo entre o professor e o poeta

Resumo do capítulo

De volta à clínica, Ivan Nikoláievitch Bezdômny tenta convencer o doutor Stravinski (ver A clínica de Stravinski) de que viu um estrangeiro que sabia da morte de Berlioz de antemão e conhecera Pôncio Pilatos pessoalmente. Stravinski nunca contesta a história de frente: oferece a alta se Ivan apenas disser que é normal e, quando Ivan o diz, percorre com ele, ação por ação, tudo o que fez na véspera (o ícone, a queda da cerca, a vela, o tapa no restaurante, o pedido de metralhadoras) e pergunta se é assim que se prende um criminoso. Diante da lógica encadeada, Ivan entende que, solto, iria de ceroulas à polícia falar de Pôncio Pilatos e voltaria ao mesmo quarto, e aceita ficar: o doutor lhe propõe pôr no papel as suspeitas contra o estrangeiro, com a condição de pensar menos em Pôncio Pilatos.

Análise

Aqui o ajudarão... está me ouvindo?... Aqui o ajudarão... O senhor se sentirá aliviado. É silencioso e tranquilo aqui... Aqui o ajudarão...

A concordância de Ivan vem pensada e dita com firmeza, sinal de quanto a lógica do doutor já tinha vencido antes da pergunta ser feita. Eu sou normal.

Para discutir Stravinski nunca contradiz a história de Ivan: percorre com ele, ação por ação, o que fez na véspera e pergunta se é possível prender alguém agindo assim. Por que esse método convence Ivan mais do que uma discussão sobre Pilatos convenceria, e o que Ivan ganha e perde ao aceitar?

Para discutir Ivan responde "Eu sou normal" com firmeza e, pouco depois, aceita ficar na clínica. O que a sequência dessas duas decisões sugere sobre a relação entre ser normal e ser acreditado?