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O Mestre e Margarida · Primeira Parte · Capítulo 12

Magia negra e sua revelação

Resumo do capítulo

No Teatro de Variedades, Woland, Korôviev (que se apresenta também como Fagot) e Behemoth abrem a sessão com Woland perguntando a Fagot se os moscovitas mudaram por dentro, não por fora. Uma chuva de dinheiro cai da cúpula sobre o público, que se atropela para catar as notas; o mestre de cerimônias Bengálski tenta racionalizar o número como "hipnose em massa" e tem a cabeça arrancada pelo próprio Behemoth, devolvida ilesa só depois que a plateia, comovida, pede perdão por ele. Diante dos pedidos de perdão, antes de mandar devolver a cabeça, Woland pronuncia o veredito que resume toda a noite.

Análise

São pessoas como outras quaisquer. Gostam de dinheiro, mas sempre foi assim... A humanidade gosta de dinheiro, independentemente do que seja feito: de couro, de papel, de bronze ou ouro. Bom, são levianas... fazer o quê... a misericórdia às vezes bate em seus corações... são pessoas comuns... em geral fazem lembrar as pessoas de antigamente... só que o problema habitacional as corrompeu...

A dor cômica do mestre de cerimônias, gritando pela própria cabeça decepada e devolvida, é o contraponto físico ao veredito de Woland: a plateia que acabou de pedir clemência é a mesma que, minutos antes, brigava pelas notas caindo do teto. Minha cabeça, minha cabeça!

Uma loja de vestidos parisienses se abre no palco e some minutos depois, e o capítulo termina expondo publicamente o adultério do presidente da Comissão de Acústica, Sempleiárov, revelado por Fagot diante da esposa e de uma jovem parente distante dele: cada truque de mágica desta parte é, no fundo, uma forma de fazer alguém confessar o que já fazia antes de Woland chegar à cidade.

Para discutir Depois de ver o público disputar as cédulas que caem do teto e depois pedir clemência por Bengálski, Woland conclui que são "pessoas como outras quaisquer", corrompidas pelo problema habitacional. Esse veredito é brando ou cruel, e o que ele deixa de lado?

Para discutir Bengálski explica o dinheiro caindo do teto como "hipnose em massa", e Fagot responde que as cédulas são verdadeiras e que aquilo é "mentira deslavada". Por que o romance castiga com tanta violência quem tenta dar uma explicação racional ao que todos acabaram de ver?