Léon Dupuis é o segundo amante de Emma: na Parte II, um jovem escriturário do tabelião Guillaumin, em Yonville, que a ama sem se declarar; na Parte III, de volta dos estudos em Paris, o amante com quem ela se encontra toda semana em Rouen.
No jantar de chegada dos Bovary, Léon e Emma descobrem os mesmos gostos: o mar, que segundo ela "comunica ideias de infinito", as leituras, os romances. Nos serões em casa de Homais nasce uma cumplicidade em que nada acontece. Léon escreve cartas que rasga, acha Emma "tão virtuosa e inacessível" que abandona toda esperança e parte para Paris; a despedida termina num aperto de mão "à inglesa".
Ele reaparece no fim da Parte II, numa ópera em Rouen, e pouco depois, saindo de um encontro na catedral, leva Emma para o fiacre de estores descidos. Seguem três dias que o texto chama de "uma autêntica lua-de-mel" e depois as quintas-feiras no hotel. Aos poucos os papéis se invertem, e "era ele quem realmente se comportava como se fosse uma amante". Pressionado por uma carta anônima enviada à mãe e pela advertência do patrão, passa a ver Emma como um risco para a carreira; quando ela, arruinada, pede socorro, ele volta de mãos vazias e escapa com a promessa mentirosa do dinheiro de um amigo rico. Depois da morte dela, casa-se, e Charles lhe manda felicitações.
Léon fala com sinceridade o vocabulário romântico que Rodolphe usa por cálculo. O romance o mostra como uma versão mais fraca do mecanismo de Emma: ambição sentimental sem coragem para sustentá-la.