Rodolphe Boulanger é o primeiro amante de Emma: um proprietário de trinta e quatro anos, dono do castelo de La Huchette, perto de Yonville, sedutor experiente que decide conquistá-la logo depois de conhecê-la e que a abandona quando ela quer fugir com ele.
Ele entra no capítulo 7 da Parte II, levando a Charles um camponês para ser sangrado. No caminho de volta, já calcula: imagina que Emma anseia pelo amor "como uma carpa pela água" e planeja visitas e presentes. No comício agrícola, entre o discurso oficial e o anúncio dos prêmios de gado, fala a ela de uma moral "eterna" acima da dos homens e lhe aperta a mão. Depois some por seis semanas, de propósito, volta, e Emma cede a ele num passeio a cavalo pela floresta.
Com o tempo, ela fica igual às outras para ele: "Emma assemelhava-se a todas as amantes". Quando Emma implora que a leve embora, Rodolphe aceita, adia e, no "sábado da antevéspera" da fuga marcada para 4 de setembro, decide não ir, dizendo a si mesmo que não pode ficar "com a responsabilidade de uma criança". Escreve a carta de ruptura testando frases, escolhe "A culpa é da fatalidade!" porque lhe parece de efeito garantido, e pinga uma gota de água sobre a tinta para imitar uma lágrima. Na Parte III, quando Emma arruinada lhe pede três mil francos, responde "Não os tenho!".
O romance não faz dele um simples vilão. Emma reconhece o vocabulário de Rodolphe porque ele já é o dela, e a palavra fatalidade, que serviu a ele para se absolver na carta, volta na boca de Charles, que só conheceu a carta.