Woland é o diabo do romance: um estrangeiro que chega a Moscou dizendo-se especialista em magia negra e que o mestre, no capítulo 13, identifica sem rodeios ao dizer a Ivan que ele se encontrou com Satanás.
O narrador o descreve com o olho direito preto e o esquerdo verde e com as sobrancelhas desiguais. Em Patriarchi Prudý, ele se apresenta como consultor, contratado para decifrar manuscritos do necromante Gerbert D'Aurillac, anuncia ao editor Berlioz que vão cortar a cabeça dele e afirma ter estado com Pôncio Pilatos em pessoa. Depois se instala com a comitiva no apartamento 50 e faz uma sessão de magia negra no Teatro de Variedades.
Woland não cria o mal de Moscou, põe a cidade à prova: ao gerente do teatro diz que "só queria ver os moscovitas em massa", e a comitiva oferece tentações que muitos aceitam por conta própria. Diante da plateia que se atropela pelo dinheiro, conclui que são pessoas comuns, "só que o problema habitacional as corrompeu". Diante da cabeça de Berlioz, no baile, aplica ao morto a teoria em que ele acreditava, lembrando que "a cada um é dado de acordo com a sua crença".
A epígrafe, tirada do Fausto de Goethe, dá a chave da figura: "Sou parte da força que eternamente deseja o mal e eternamente faz o bem." É Woland quem devolve ao mestre o romance queimado, concede a Margarida o que ela pede e, no fim, atende ao recado que Mateus Levi lhe traz para dar ao mestre a tranquilidade.