Yeshua Ha-Notzri é o prisioneiro que Pôncio Pilatos julga e manda executar nos capítulos de Yerushalaim, a figura que entra em cena logo depois que, na primeira cena, Woland garante a Berlioz que Jesus existiu, e em cuja boca o livro põe a sua tese moral: "Não existem pessoas maldosas no mundo."
Ele é levado ao procurador acusado de incitar o povo a destruir o templo e explica que disse outra coisa: que o templo da velha crença ruirá e no lugar dele se erguerá o templo da verdade. Conta que Judas de Kerioth o recebeu em casa e lhe perguntou sobre o poder, e que respondeu que "qualquer poder é uma violência contra as pessoas". Chama de boas pessoas todo mundo, inclusive o centurião Marcos Mata-ratos, que acabara de chicoteá-lo, e diagnostica a dor de cabeça de Pilatos e a solidão de um homem afeiçoado, pelo visto, só ao cachorro.
No capítulo 16, morre na cruz, no Gólgota, ao lado de Dismas e Gestas, com Mateus Levi por perto. Quando o carrasco lhe enfia a lança no coração, a última palavra dele é "Hegemon...", o título que Pilatos o obrigara a usar. Antes de morrer, segundo o relatório de Afrânio, disse que a pior das fraquezas humanas é a covardia.
Yeshua não aparece em Moscou, mas pesa no desfecho: segundo Woland, o refúgio do mestre e de Margarida é "aquilo que Yeshua pediu por vocês".