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Símbolo

Yonville

O que é

A vila para onde Charles Bovary muda a família no fim da Parte I, como remédio contra um mal de Emma Bovary que ele não entende. Fica na fronteira entre Normandia, Picardia e Ilha de França, e é o palco da Parte II e do desfecho da Parte III.

Onde aparece

A abertura do capítulo 1 da Parte II é geográfica antes de ser narrativa, citada da tradução inglesa porque a edição portuguesa começa depois deste trecho.

a bastard land whose language is without accent and its landscape is without character
Parte II, capítulo 1

A vila recebeu uma nova saída, a estrada de 1835, e mesmo assim, diz o narrador, ficou estacionária. No mesmo capítulo o elenco já está à mesa na estalagem do Leão de Ouro, e a farmácia, não a igreja do outro lado da rua, é o que mais atrai a vista.

E o letreiro, que ocupa toda a largura da loja, diz em letras douradas: Homais, farmacêutico.
Parte II, capítulo 1

A nota dos capítulos 1 a 8 da Parte II registra a imobilidade como estrutura: em Yonville "nada, com efeito, mudou", o relógio do quarto de Emma "continuava o seu tiquetaque" enquanto ela se afunda na poltrona, e Homais repete "boa noite a todos" todo dia. No capítulo 11 da Parte II o vexame da operação de Hippolyte é comentado na praça. A nota dos capítulos 1 a 6 da Parte III lê Rouen, com a rotina das quintas-feiras, como uma Yonville paralela. No capítulo 8 da Parte III Emma volta a Yonville depois da recusa de Rodolphe Boulanger e come o arsênico no laboratório de Homais, e o livro fecha na vila, no capítulo 11 da Parte III, com o farmacêutico condecorado.

Acaba de receber a Legião de Honra.
Parte III, capítulo 11

O que significa

A nota do capítulo 1 da Parte II chama a vila de moldura moral do livro, um lugar sem identidade própria onde nada se move, exceto o que os personagens trazem de fora. A imobilidade do cenário é o que torna visível cada pequena mudança em Emma: sem esse fundo estático, a curva dela, de esperança a desilusão a nova esperança, não teria contraste.

As partes passadas em Yonville abrem com uma chegada e fecham com uma condecoração: a família Bovary chega no capítulo 1 da Parte II, e a última linha registra a Legião de Honra de Homais, cuja farmácia era o que mais atraía a vista naquela chegada. Da família que chegou, ninguém fica: Emma e Charles morrem, e Berthe Bovary vai para a avó e depois para uma tia pobre.

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