O que é
O lenço com que Frida sufocou o filho recém-nascido e que, há trinta anos, ela encontra ao acordar na própria mesinha de cabeceira, posto ali por uma governanta. As notas o registram só nos capítulos 23 e 24, no baile de satanás e no pedido que Margarida faz a Woland depois dele.
Onde aparece
No capítulo 23, entre os convidados mortos que sobem a escada do baile, Frida só repete o próprio nome.
Frida, Frida, Frida! Meu nome é Frida, oh, rainha!
No capítulo 24, Woland pergunta a Margarida o que ela quer como paga pelo baile, e ela pede por Frida antes de pedir pelo mestre, sem saber que gasta com isso o pedido oficial.
Quero que parem de estender à Frida o lenço com o qual ela sufocou seu próprio bebê.
Nunca peça nada! Nunca peça nada, principalmente àqueles que são fortes. Eles vão oferecer por conta própria e darão tudo também.
O que significa
O material anotado é pouco: o lenço aparece em duas cenas seguidas. A nota dos capítulos 19 a 24 trata o pedido por Frida como o contraponto humano ao acerto de contas que Woland vinha fazendo com Moscou, e a leitura da obra pergunta se esse pedido resgata Margarida ou a condena ao refúgio (ver A casa do refúgio) em vez da luz.
O castigo de Frida tem a mesma forma do de Pôncio Pilatos: a repetição de uma cena de culpa, toda noite para ela e a cada lua cheia para ele. Nos dois casos é Margarida quem pede a soltura, por Frida no capítulo 24 e por Pilatos no capítulo 32.