O que é
A lua cheia, que no romance marca o baile de satanás, a insônia de Pôncio Pilatos e o desassossego anual de Ivan Nikoláievitch Bezdômny no Epílogo. No capítulo 32 é também a luz que desfaz os disfarces da comitiva durante o voo e o caminho por onde Pilatos sobe ao encontro de Yeshua.
Onde aparece
Uma única passagem está ancorada no guia: a de Woland apresentando Pilatos na planície pedregosa, no capítulo 32.
Há aproximadamente dois mil anos ele está nesse local e dorme, mas, quando chega a lua cheia, como está vendo, fica atormentado pela insônia.
As outras aparições estão registradas sem âncora própria. No capítulo 22, Korôviev explica que toda dona do "baile da lua cheia" precisa se chamar Margarida. No capítulo 32, a lua desfaz os disfarces de Korôviev, de Behemoth e do mestre durante o voo; Pilatos sonha seguir o caminho da lua para terminar a conversa com Yeshua; depois de solto, corre pelo caminho lunar até um jardim crescido durante mil luas; e no Epílogo Ivan volta a cada lua cheia de primavera ao banco de Patriarchi Prudý e sonha com Pilatos e Yeshua subindo juntos o caminho lunar.
O que significa
O material anotado é pouco, uma passagem ancorada e várias menções soltas, e a nota dos capítulos 30 a 32 e do Epílogo deixa em aberto se o sintoma de Ivan é doença residual ou a única parte da história dele que continua verdadeira.
A lua liga o fim de Pilatos ao fim de Ivan: a mesma lua cheia que mantinha o procurador insone há dois mil anos é a que traz Ivan, todo ano, ao banco onde a história começou, e é no caminho lunar que Ivan vê Pilatos em sonho, já ao lado de Yeshua.
Relações
- Temas-padrão: Sonho e fantasia, Memória e passado, Perdão.
- Personagens: Pôncio Pilatos, Ivan Nikoláievitch Bezdômny, Yeshua Ha-Notzri, Margarida.
- Símbolos vizinhos: A casa do refúgio, o destino do mestre na mesma cena em que Pilatos toma o caminho lunar, e O lenço de Frida, o outro castigo que se repete.