Quem é
Jovem que convidou Yeshua à própria casa, tratou-o com hospitalidade e perguntou com insistência a opinião dele sobre o poder do Estado; foi pela resposta que homens entraram e prenderam Yeshua. Pilatos entende, pela pergunta, que a acusação nasceu de uma armadilha e não de um crime. As notas o descrevem como o jovem que denunciou Yeshua por dinheiro.
qualquer poder é uma violência contra as pessoas e que chegará o tempo em que não haverá mais o poder [...] O homem passará para o reino da verdade e da justiça, onde não haverá necessidade de poder algum
Trajetória
No capítulo 2 existe só no relato de Yeshua a Pilatos.
No capítulo 16 está ausente da execução, e o destino dele fica para os capítulos 25 e 26.
No capítulo 25 Pilatos pede a Afrânio, sob sigilo, que proteja Judas de amigos secretos de Yeshua que o matariam naquela noite. No capítulo 26, Afrânio combina algo com uma mulher chamada Niza, que atrai Judas ao jardim de Getsêmani com a promessa de um encontro e não aparece; dois homens o esfaqueiam depois de lhe arrancar a bolsa de trinta tetradracmas, e o dinheiro é jogado com um bilhete no pátio do palácio de Caifás. Diante de Mateus Levi, que jura matá-lo, Pilatos revela que a morte já foi feita por ordem dele.
peço ao senhor que se ocupe disso, ou seja, tome todas as medidas para a segurança de Judas de Kerioth
Trinta tetradracmas! Trinta tetradracmas! Tudo que recebi está comigo. Está aqui o dinheiro! Tomem, mas me deixem viver
Devolvo o dinheiro maldito
Temas que encarna
Os temas-padrão que passam por ele são Lealdade e traição e Dinheiro e riqueza. A leitura do capítulo 26 sobre a forma da morte dele:
A cena repete, em espelho, o próprio esquema que Judas usou contra Yeshua Ha-Notzri: também ele é atraído por afeto fingido e vendido por dinheiro, e a réplica narrativa é deliberada, porque devolve ao traidor a lógica exata da traição.
Relações
- Yeshua Ha-Notzri: o hóspede que ele denunciou.
- Pôncio Pilatos: quem manda matá-lo disfarçando a ordem de proteção.
- Afrânio: o chefe da guarda secreta que põe o plano em movimento.
- Mateus Levi: quem jura matá-lo e chega depois.