Dizer de modo suave, indireto ou disfarçado algo duro, feio ou proibido de nomear.
Em O Mestre e Margarida
Não seria melhor organizar uma festa com esses vinte e sete mil e, depois de tomar veneno, passar para o outro mundo sob o som de cordas, cercado de belas mulheres embriagadas e amigos alegres?
“Passar para o outro mundo” é um modo ameno de dizer morrer, enfeitado com “som de cordas”, “belas mulheres embriagadas” e “amigos alegres”. O disfarce faz o suicídio soar como festa e acentua a crueldade tranquila da proposta.