Palavra, frase ou imagem que volta várias vezes ao longo da obra, ligada a um personagem ou a uma ideia, e ganha sentido a cada retorno.
Em O Mestre e Margarida
Perdoe-me e me esqueça o mais rápido possível. Estou te abandonando para a eternidade. Não me procure, é inútil. Tornei-me uma bruxa por causa das desgraças e das tristezas que me atingiram. Está na minha hora. Adeus.
“Está na minha hora” é a fórmula que Margarida escreve no bilhete e que o livro repete depois, no título do capítulo 30 e nas ordens de Woland. Aqui ela marca o fim da vida comum de Margarida e anuncia a partida.
Segunda Parte, capítulo 20: O creme de Azazello, Margarida
Disse somente que entre todas as fraquezas humanas a que ele considera pior é a covardia.
A “covardia”, apontada como a pior das fraquezas humanas, é uma ideia que atravessa o final do livro: lembra o recuo do mestre e Woland a retoma no capítulo 32. Aqui ela chega a Pilatos como simples relato de rotina.
Está na hora!!
“Está na hora” volta do bilhete de Margarida e do título do capítulo, e aqui, dita por Woland, ganha sentido de fim: o tempo de Moscou acabou. A repetição da fórmula marca a passagem de cada limiar da história.