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Recurso literário

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Sinal, dito ou imagem que antecipa, às vezes só para quem relê, algo que vai acontecer mais adiante na obra.

Em O Mestre e Margarida

É, o ser humano é mortal, mas isso ainda seria só metade da desgraça. O ruim é que às vezes ele é mortal de repente, aí é que mora o perigo! E em geral ele não pode nem dizer o que fará na tarde de hoje.

A afirmação de que o homem pode ser “mortal de repente” e nem sabe “o que fará na tarde de hoje” anuncia a morte súbita de Berlioz, que minutos depois escorrega no óleo e morre antes da reunião marcada para aquela noite.

Primeira Parte, capítulo 1: Nunca falem com estranhos, O estrangeiro (Woland, ainda sem nome)

Vão cortar sua cabeça!

A frase seca de quatro palavras, “Vão cortar sua cabeça!”, anuncia como fato a morte de Berlioz, que se cumpre ao pé da letra no capítulo 3, e a cabeça decepada ainda reaparece no baile de Satanás.

Primeira Parte, capítulo 1: Nunca falem com estranhos, O estrangeiro (Woland, ainda sem nome)

No entanto, vão matá-lo hoje [...] e digo ao senhor: estou pressentindo isso! Minha intuição nunca me enganou

“Vão matá-lo hoje” anuncia a morte de Judas, que acontece naquela mesma noite no jardim de Getsêmani. Pilatos diz “estou pressentindo isso”, mas a certeza vem de quem encomendou o plano, como ele mesmo confessa a Levi.

Segunda Parte, capítulo 25: Como o procurador tentou salvar Judas de Kerioth, Pôncio Pilatos