Exagero deliberado, que ninguém toma ao pé da letra, para dar ênfase a um sentimento ou a uma situação.
Em O Mestre e Margarida
Uma criança, uma carta anônima, um panfleto, uma bomba-relógio e sabe-se lá o que mais, mas ninguém se desfaria de quatrocentos dólares
A lista sobe de uma criança a uma bomba-relógio para dizer que se deixa na casa alheia qualquer coisa, menos "quatrocentos dólares". O exagero, que ninguém toma ao pé da letra, serve para desmentir a desculpa de Nikanor de que os dólares do banheiro foram plantados.
Quem lhe disse que não existe no mundo o verdadeiro, o fiel, o eterno amor? Pois que cortem a língua desse mentiroso infame!
Segunda Parte, capítulo 19: Margarida, O narrador
está trajando um terno social lilás, está inchado de tanto salmão, mas tem dinheiro estrangeiro, e o nosso, o nosso?!
Segunda Parte, capítulo 28: As últimas aventuras de Korôviev e Behemoth, Korôviev
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.