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Clavis Libri · linha do tempo

O Vermelho e o Negro

Stendhal · 1830

Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.

Livro I

  1. Capítulo 1

    Verrières, a cidade do lucro

    O romance abre em Verrières, cidade do Franco-Condado dominada pelo prefeito Rênal, dono de uma fábrica de pregos. Para completar o jardim, ele comprou o terreno onde ficava a serraria do velho Sorel.

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  2. Capítulo 4

    O livro caído no riacho

    Rênal propõe ao carpinteiro Sorel que o filho Julien seja preceptor de seus filhos. Julien, achado lendo no alto de uma viga, leva uma pancada do pai, e o Memorial de Santa Helena cai no riacho.

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  3. Capítulo 5

    O lugar à mesa

    Julien recusa ser criado e pergunta com quem comerá, o que desconcerta o pai. Depois de duas horas de regateio, o carpinteiro arranca de Rênal quatrocentos francos por ano, pagos adiantados todo mês.

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  4. Capítulo 9

    A mão sob a tília

    Julien se dá até as dez horas para tomar a mão da sra. de Rênal, ou subirá ao quarto para se matar. Quando o relógio bate, ele a toma, ela a retira, e por fim a mão fica.

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  5. Capítulo 10

    Uma batalha ganha

    No quarto das crianças, Julien enfrenta Rênal, diz que pode viver sem o emprego e arranca de Rênal a promessa de cinquenta francos por mês, em vez dos quatrocentos por ano combinados. Sozinho no bosque, chama o feito de batalha ganha.

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  6. Capítulo 12

    A oferta de Fouqué

    Julien sobe a montanha e visita o amigo Fouqué, comerciante de madeira, que lhe oferece sociedade com quatro mil francos por ano. Julien recusa, alegando que sua vocação para o ministério sagrado não permite aceitar.

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  7. Capítulo 15

    O canto do galo

    Julien se obriga a ir ao quarto da sra. de Rênal às duas da madrugada. Vai descalço e trêmulo, cai em lágrimas a seus pés, e ela, que se julgava condenada ao inferno, se atira nos braços dele.

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  8. Capítulo 20

    A carta anônima

    Uma carta anônima chega a Rênal. A sra. de Rênal monta o plano: Julien recortará palavras de um livro para forjar outra carta, de modo que o marido atribua a primeira a Valenod, o diretor do asilo e rival dele.

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  9. Capítulo 23

    Ordem de partir

    A criada Elisa, recusada por Julien, confessa os amores dele com a patroa aos dois curas. O abade Chélan exige que, em menos de três dias, ele parta para o seminário de Besançon ou para a casa de Fouqué.

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  10. Capítulo 26

    O seminário de Besançon

    Entre trezentos e vinte e um colegas, Julien descobre que ser o primeiro nos estudos é pecado e que uma cara de fé cega vale mais que o saber, e passa a compor uma personalidade nova.

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  11. Capítulo 28

    A procissão

    Na festa do Corpus Domini, na catedral que Julien ajudou a ornamentar, uma mulher ajoelhada no confessionário desmaia ao ouvir seus passos, e só então Julien reconhece a sra. de Rênal; a sra. Derville, amiga dela, o expulsa com dureza.

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  12. Capítulo 29

    A primeira promoção

    Prestes a deixar o seminário, o abade Pirard nomeia Julien explicador do Novo e do Velho Testamento. Nos exames, um examinador a serviço do vigário-geral Frilair lhe arma uma cilada, e Frilair o rebaixa ao 198º lugar da lista.

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  13. Capítulo 30

    A recomendação a Paris

    Pirard recusa o posto de secretário que o marquês de La Mole lhe oferece e indica Julien. O marquês aceita o rapaz e manda mil francos para a viagem a Paris.

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Livro II

  1. Capítulo 4

    O salão de La Mole

    Julien anota os nomes e o caráter de quem frequenta o salão do marquês, onde a regra é nunca falar de política. Atrás da poltrona da marquesa, Mathilde preside uma roda de jovens nobres.

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  2. Capítulo 9

    O baile do duque de Retz

    No baile, Mathilde ouve Julien dizer ao conde Altamira, liberal condenado à morte em seu país, que Danton é que era homem, e passa a acompanhar a conversa dos dois.

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  3. Capítulo 10

    A cabeça de La Mole

    Julien vê Mathilde de luto fechado em 30 de abril, dia em que, em 1574, foi decapitado seu antepassado Boniface de La Mole, a quem a rainha Margarida teria amado.

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  4. Capítulo 12

    Um amor heroico

    Convencida de que ama Julien, Mathilde afasta a ideia de um amor comum. Imagina um amor sem contrato nem tabelião, como o da rainha Margarida por Boniface de La Mole.

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  5. Capítulo 16

    A escada

    Desconfiando de uma emboscada, Julien sobe por uma escada ao quarto de Mathilde, de pistola na mão. Ela cumpre a resolução de se entregar, e ele sente mais espanto que ternura.

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  6. Capítulo 20

    O desprezo calculado

    Mathilde logo se arrepende da entrega. Na biblioteca, declara que não o ama mais, e o humilha com um desprezo calculado enquanto ele tenta em vão se justificar.

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  7. Capítulo 23

    A nota secreta

    Numa reunião secreta, um cardeal defende que nenhum partido armado se forma sem o clero. Julien anota a sessão por escrito, decora as quatro páginas da nota secreta que o marquês redige a partir da ata e as recita a um duque, o grande personagem a quem ela se destina, no quarto de uma estalagem.

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  8. Capítulo 24

    A receita de Korasoff

    Em Estrasburgo, Julien confessa ao príncipe russo Korasoff que está apaixonado e rejeitado. Recebe um plano e cinquenta e três cartas de amor prontas, para copiar a uma dama devota, a marechala de Fervaques.

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  9. Capítulo 30

    O camarote da Ópera Bouffe

    Ciumenta da marechala, Mathilde pergunta a Julien, na biblioteca e chorando, se ela lhe roubou o coração. Ele aplica a lição de Korasoff, fala pouco, e é ele quem exige garantias de que o amor dela durará além de dois dias. À noite, do camarote da marechala, vê Mathilde num camarote da terceira fila, com os olhos cheios de lágrimas.

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  10. Capítulo 33

    O inferno da fraqueza

    Grávida, Mathilde quer contar ao pai. O marquês, furioso com a ideia de ver a filha chamada sra. Sorel, e não duquesa, insulta Julien, que escreve um bilhete de suicídio e descobre no jardim que ama a vida.

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  11. Capítulo 34

    O cavaleiro de La Vernaye

    Cedendo, o marquês dá terras a Julien e envia uma patente de tenente de hussardos para o cavaleiro Julien Sorel de La Vernaye. Ele deve partir para Estrasburgo em vinte e quatro horas.

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  12. Capítulo 35

    O tiro na igreja

    A carta da sra. de Rênal ao marquês desfaz o casamento. Julien corre a Verrières, compra pistolas e, durante a missa, atira duas vezes na mulher que mais amou.

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  13. Capítulo 38

    Mathilde no torreão

    Vestida de camponesa, Mathilde entra no torreão onde Julien está preso e propõe que morram juntos. Depois procura o vigário-geral Frilair, de quem depende tudo em Besançon, para tentar salvá-lo.

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  14. Capítulo 41

    O discurso ao júri

    No tribunal, Julien assume a premeditação e diz que querem puni-lo por sua origem. O júri, em que figura Valenod, o declara culpado, e a pena de morte é pronunciada.

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  15. Capítulo 43

    Nunca tão feliz

    Na cela dos condenados, a sra. de Rênal vem suplicar que ele apele. Os dois se perdoam, e Julien, que já não calcula nada, diz que nunca será tão feliz quanto ali.

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  16. Capítulo 45

    A morte de Julien

    Julien recusa a conversão com alarde e proíbe a sra. de Rênal de pedir clemência ao rei. Morre sem afetação; Fouqué consegue enterrá-lo na gruta sobre Verrières, e Mathilde acompanha o cortejo com a cabeça dele nos joelhos; a sra. de Rênal morre três dias depois.

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