O Vermelho e o Negro
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
Livro I
- Capítulo 11
Verrières, a cidade do lucro
O romance abre em Verrières, cidade do Franco-Condado dominada pelo prefeito Rênal, dono de uma fábrica de pregos. Para completar o jardim, ele comprou o terreno onde ficava a serraria do velho Sorel.
- Capítulo 42
O livro caído no riacho
Rênal propõe ao carpinteiro Sorel que o filho Julien seja preceptor de seus filhos. Julien, achado lendo no alto de uma viga, leva uma pancada do pai, e o Memorial de Santa Helena cai no riacho.
- Capítulo 53
O lugar à mesa
Julien recusa ser criado e pergunta com quem comerá, o que desconcerta o pai. Depois de duas horas de regateio, o carpinteiro arranca de Rênal quatrocentos francos por ano, pagos adiantados todo mês.
- Capítulo 94
A mão sob a tília
Julien se dá até as dez horas para tomar a mão da sra. de Rênal, ou subirá ao quarto para se matar. Quando o relógio bate, ele a toma, ela a retira, e por fim a mão fica.
- Capítulo 105
Uma batalha ganha
No quarto das crianças, Julien enfrenta Rênal, diz que pode viver sem o emprego e arranca de Rênal a promessa de cinquenta francos por mês, em vez dos quatrocentos por ano combinados. Sozinho no bosque, chama o feito de batalha ganha.
- Capítulo 126
A oferta de Fouqué
Julien sobe a montanha e visita o amigo Fouqué, comerciante de madeira, que lhe oferece sociedade com quatro mil francos por ano. Julien recusa, alegando que sua vocação para o ministério sagrado não permite aceitar.
- Capítulo 157
O canto do galo
Julien se obriga a ir ao quarto da sra. de Rênal às duas da madrugada. Vai descalço e trêmulo, cai em lágrimas a seus pés, e ela, que se julgava condenada ao inferno, se atira nos braços dele.
- Capítulo 208
A carta anônima
Uma carta anônima chega a Rênal. A sra. de Rênal monta o plano: Julien recortará palavras de um livro para forjar outra carta, de modo que o marido atribua a primeira a Valenod, o diretor do asilo e rival dele.
- Capítulo 239
Ordem de partir
A criada Elisa, recusada por Julien, confessa os amores dele com a patroa aos dois curas. O abade Chélan exige que, em menos de três dias, ele parta para o seminário de Besançon ou para a casa de Fouqué.
- Capítulo 2610
O seminário de Besançon
Entre trezentos e vinte e um colegas, Julien descobre que ser o primeiro nos estudos é pecado e que uma cara de fé cega vale mais que o saber, e passa a compor uma personalidade nova.
- Capítulo 2811
A procissão
Na festa do Corpus Domini, na catedral que Julien ajudou a ornamentar, uma mulher ajoelhada no confessionário desmaia ao ouvir seus passos, e só então Julien reconhece a sra. de Rênal; a sra. Derville, amiga dela, o expulsa com dureza.
- Capítulo 2912
A primeira promoção
Prestes a deixar o seminário, o abade Pirard nomeia Julien explicador do Novo e do Velho Testamento. Nos exames, um examinador a serviço do vigário-geral Frilair lhe arma uma cilada, e Frilair o rebaixa ao 198º lugar da lista.
- Capítulo 3013
A recomendação a Paris
Pirard recusa o posto de secretário que o marquês de La Mole lhe oferece e indica Julien. O marquês aceita o rapaz e manda mil francos para a viagem a Paris.
Livro II
- Capítulo 414
O salão de La Mole
Julien anota os nomes e o caráter de quem frequenta o salão do marquês, onde a regra é nunca falar de política. Atrás da poltrona da marquesa, Mathilde preside uma roda de jovens nobres.
- Capítulo 915
O baile do duque de Retz
No baile, Mathilde ouve Julien dizer ao conde Altamira, liberal condenado à morte em seu país, que Danton é que era homem, e passa a acompanhar a conversa dos dois.
- Capítulo 1016
A cabeça de La Mole
Julien vê Mathilde de luto fechado em 30 de abril, dia em que, em 1574, foi decapitado seu antepassado Boniface de La Mole, a quem a rainha Margarida teria amado.
- Capítulo 1217
Um amor heroico
Convencida de que ama Julien, Mathilde afasta a ideia de um amor comum. Imagina um amor sem contrato nem tabelião, como o da rainha Margarida por Boniface de La Mole.
- Capítulo 1618
A escada
Desconfiando de uma emboscada, Julien sobe por uma escada ao quarto de Mathilde, de pistola na mão. Ela cumpre a resolução de se entregar, e ele sente mais espanto que ternura.
- Capítulo 2019
O desprezo calculado
Mathilde logo se arrepende da entrega. Na biblioteca, declara que não o ama mais, e o humilha com um desprezo calculado enquanto ele tenta em vão se justificar.
- Capítulo 2320
A nota secreta
Numa reunião secreta, um cardeal defende que nenhum partido armado se forma sem o clero. Julien anota a sessão por escrito, decora as quatro páginas da nota secreta que o marquês redige a partir da ata e as recita a um duque, o grande personagem a quem ela se destina, no quarto de uma estalagem.
- Capítulo 2421
A receita de Korasoff
Em Estrasburgo, Julien confessa ao príncipe russo Korasoff que está apaixonado e rejeitado. Recebe um plano e cinquenta e três cartas de amor prontas, para copiar a uma dama devota, a marechala de Fervaques.
- Capítulo 3022
O camarote da Ópera Bouffe
Ciumenta da marechala, Mathilde pergunta a Julien, na biblioteca e chorando, se ela lhe roubou o coração. Ele aplica a lição de Korasoff, fala pouco, e é ele quem exige garantias de que o amor dela durará além de dois dias. À noite, do camarote da marechala, vê Mathilde num camarote da terceira fila, com os olhos cheios de lágrimas.
- Capítulo 3323
O inferno da fraqueza
Grávida, Mathilde quer contar ao pai. O marquês, furioso com a ideia de ver a filha chamada sra. Sorel, e não duquesa, insulta Julien, que escreve um bilhete de suicídio e descobre no jardim que ama a vida.
- Capítulo 3424
O cavaleiro de La Vernaye
Cedendo, o marquês dá terras a Julien e envia uma patente de tenente de hussardos para o cavaleiro Julien Sorel de La Vernaye. Ele deve partir para Estrasburgo em vinte e quatro horas.
- Capítulo 3525
O tiro na igreja
A carta da sra. de Rênal ao marquês desfaz o casamento. Julien corre a Verrières, compra pistolas e, durante a missa, atira duas vezes na mulher que mais amou.
- Capítulo 3826
Mathilde no torreão
Vestida de camponesa, Mathilde entra no torreão onde Julien está preso e propõe que morram juntos. Depois procura o vigário-geral Frilair, de quem depende tudo em Besançon, para tentar salvá-lo.
- Capítulo 4127
O discurso ao júri
No tribunal, Julien assume a premeditação e diz que querem puni-lo por sua origem. O júri, em que figura Valenod, o declara culpado, e a pena de morte é pronunciada.
- Capítulo 4328
Nunca tão feliz
Na cela dos condenados, a sra. de Rênal vem suplicar que ele apele. Os dois se perdoam, e Julien, que já não calcula nada, diz que nunca será tão feliz quanto ali.
- Capítulo 4529
A morte de Julien
Julien recusa a conversão com alarde e proíbe a sra. de Rênal de pedir clemência ao rei. Morre sem afetação; Fouqué consegue enterrá-lo na gruta sobre Verrières, e Mathilde acompanha o cortejo com a cabeça dele nos joelhos; a sra. de Rênal morre três dias depois.