Resumo do capítulo
Mathilde de La Mole escreveu depois de lutar contra o orgulho e contra o medo da desonra, e teme sobretudo desagradar a Julien Sorel. Para forçar o desfecho, ele manda descer à noite uma mala pesada; de manhã entrega a resposta, e ela se recusa a ouvi-lo e foge. Julien escreve então uma segunda resposta, zombeteira, anunciando a partida, que Mathilde recebe na escada de olhos risonhos. Às cinco horas ela lhe atira um bilhete: "Preciso falar-lhe: devo lhe falar esta noite [...] Pegue a grande escada do jardineiro perto do poço; coloque-a contra minha janela e suba até meu quarto."
Análise
Cap. XIV. Mathilde, sobre a coragem dos pretendentes: Desafiam o perigo à frente de um esquadrão brilhante de aço, mas, e o perigo solitário, singular, imprevisto, verdadeiramente torpe?
Cap. XIV. Mathilde, diante do poder que daria a Julien: Quais serão suas pretensões, se algum dia tiver todo o poder sobre mim? Pois bem! Direi como Medeia: Em meio a tantos perigos, resta-me EU.
Para discutir Mathilde pensa que os pretendentes desafiam o perigo "à frente de um esquadrão brilhante de aço", mas recuam diante do "perigo solitário, singular, imprevisto". Que tipo de coragem ela cobra deles, e será que ela própria a tem?
Para discutir Mathilde imagina que, se Julien um dia tiver todo o poder sobre ela, dirá como Medeia: "resta-me EU". O que essa citação diz da imagem que ela faz de si mesma e do tipo de entrega que aceita?