Resumo do capítulo
O Marquês de La Mole, furioso e torturado pela ideia de que a filha vai se chamar sra. Sorel e não será duquesa, cobre Julien Sorel de insultos, e Julien responde ao modo de Tartufo. Julien escreve um bilhete de suicídio, oferece ao marquês o trabalho de matá-lo e vai ao jardim, onde descobre que ama a vida e deve mantê-la por seu filho. Na manhã seguinte, confessa tudo ao Abade Pirard, a quem expõe três saídas possíveis, a morte, o duelo ou o exílio, enquanto Mathilde de La Mole, que viu o bilhete, jura ao pai que será publicamente a viúva Sorel, manda Julien para Villequier por prudência e rejeita todos os planos de um parto clandestino. Pirard, que nesse tempo se torna o aliado mais útil de Mathilde, convence o marquês de que só um casamento público é prudente. Num momento de enternecimento o marquês manda à filha um título de dez mil libras de renda para Julien, mas a alma dele ainda não se acostuma a desistir do título de duquesa para a filha.
Análise
Epígrafe do capítulo, de Mirabeau: Lapidando esse diamante, um joalheiro inábil apagou algumas de suas centelhas mais vivas. Na Idade Média, ou melhor, ainda no tempo de Richelieu, o francês tinha a força de vontade. MIRABEAU
Depois do bilhete de suicídio, o primeiro motivo concreto para viver que Julien encontra é o filho que Mathilde espera, e é essa ideia nova que, segundo o narrador, faz dele uma criatura prudente.
Mas, por Deus, eu amo a vida… Devo mantê-la por meu filho.
Para discutir Quando o marquês o cobre de insultos, Julien pensa em Tartufo, "seu mestre", cujo papel sabia de cor, e lembra que Tartufo também se perdeu por uma mulher. O que a lembrança de Tartufo revela do jeito como Julien lê a própria situação?
Para discutir Pirard, a quem Julien expõe três saídas, a morte, o duelo ou o exílio, torna-se o aliado mais útil de Mathilde e convence o marquês de que só um casamento público é prudente. Por que o austero jansenista se empenha por essa união, e o que isso diz do que ele valoriza?