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O Vermelho e o Negro · Livro II

Capítulo 42

Resumo do capítulo

Levado a uma cela de condenados, Julien Sorel ensaia o que diria à Madame de Rênal se a visse antes do fim, imagina o Deus dos cristãos e o de Fénelon, ri da própria saída sobre ser guilhotinado em três dias e lembra o verso de Venceslas sobre o cadafalso. De manhã, Mathilde de La Mole o acorda furiosa porque Abade de Frilair a traiu, e Julien trata o caráter dela com o sangue-frio de um pianista habilidoso e se recusa a apelar, porque agora se sente com coragem para morrer sem provocar risos e não sabe se a terá dentro de dois meses. Mathilde, ofendida, o cobre de imprecações, e ele a escuta pensando na sra. de Rênal chorando ao ler a notícia da execução. A srta. de La Mole chama o advogado Félix Vaneau, antigo capitão do Exército da Itália, que combate a resolução por formalidade e lembra a Julien que ele tem dois dias inteiros para apelar. Julien lhe aperta a mão e sente mais amizade pelo advogado do que por Mathilde.

Análise

Julien na prisão, pensando na sra. de Rênal: Depois de uma ação dessas, como persuadi-la de que é a ela que amo, unicamente? Pois, afinal, quis matá-la por ambição ou por amor a Mathilde.

Para discutir Julien recusa apelar porque "neste momento me sinto com coragem para morrer sem provocar muitos risos às minhas custas", e ninguém garante que a terá dali a dois meses. Que ideia de coragem é essa, e o que ela mostra sobre o que importa a ele no fim?

Para discutir Julien se pergunta como persuadir a sra. de Rênal de que é só a ela que ama, se "quis matá-la por ambição ou por amor a Mathilde". O que a pergunta mostra sobre a incerteza que ele tem dos próprios motivos?