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O Vermelho e o Negro · Livro II · Capítulo 40

A tranquilidade

Resumo do capítulo

Julien Sorel vive no torreão numa tranquilidade que o deixa indiferente até à presença de Mathilde de La Mole: diz ao juiz e ao advogado que houve crime com premeditação e recusa com fúria a sugestão do advogado de alegar ciúme. Pede que não lhe falem do processo e passa os últimos dias fumando charutos no terraço e pensando em Vergy, enquanto Mathilde, pela correspondência da marechala de Fervaques com o vigário-geral, faz chegar até lá a palavra "bispado" e uma anotação do bispo, à margem de uma carta da sobrinha, favorável a Julien. O Abade de Frilair, na véspera do sorteio dos trinta e seis jurados, lamenta a lei jacobina que os multiplicou e, no dia seguinte, conta cinco congregados da cidade e os srs. Valenod, Moirod e Cholin, por quem responde. A Madame de Rênal, que prometera ao marido não deixar a cama, vai a Besançon e escreve a cada um dos trinta e seis jurados uma carta em que lhes pede que declarem não incontestável a premeditação.

Análise

Julien na prisão: Contudo, é estranho que eu só tenha conhecido a arte de gozar a vida depois de ver seu termo se aproximar.

Frilair confia em Valenod como num subordinado, e é essa confiança que o desfecho do julgamento desmente.

Os cinco primeiros são autômatos. Valenod é meu agente, Moirod deve-me tudo; Cholin é um imbecil que tem medo da sombra.

Para discutir Na prisão, Julien pensa que só conheceu "a arte de gozar a vida" depois de ver seu termo se aproximar. Por que a felicidade chega quando o futuro some, e o que ele passa a fazer com os dias que lhe restam?

Para discutir Julien recusa com fúria a sugestão do advogado de alegar ciúme e insiste em dizer que houve premeditação. Por que ele prefere uma defesa que o condena a uma que talvez o salvasse, e o que protege com essa escolha?