Resumo do capítulo
A casa grande do município, que o Monsieur de Rênal manda pôr em leilão, intriga Julien Sorel, que a visita e assiste ao pregão: é tomado por espião do prefeito quando a casa é alugada por nove anos, por trezentos e trinta francos, ao sr. de Saint-Giraud, tido como da Congregação. À noite chega o cantor napolitano signor Geronimo, que transforma a casa triste numa festa e conta como driblou o severo Zingarelli para cantar no teatro San Carlino. A criada Elisa confessa os amores de Julien aos dois curas, e Abade Chélan lhe ordena que em três dias parta para o seminário (ver O seminário de Besançon) de Besançon ou para a casa de Fouqué; o sr. de Rênal ameaça se bater com Valenod por uma nova carta anônima, e a mulher, para evitar o duelo, o leva a oferecer seiscentos francos a Julien para um ano de seminário. Julien recusa o dinheiro e parte, mas volta no terceiro dia para uma noite de despedida em que a Madame de Rênal, gelada, parece um cadáver vivo.
Análise
O narrador abre o capítulo, sobre o prefeito e os homens como ele, com um aforismo: Infeliz quem se distingue!
O cantor que ganha sessenta mil francos por uma esperteza de teatro faz Julien trocar de inveja: Por Deus, eu bem que achava melhor ser um Geronimo do que um Rênal.
O padre Chélan, avisado por Elisa, ordena a Julien que deixe Verrières em três dias, para o seminário ou para a casa de Fouqué.
Para discutir O padre Chélan resolve o problema de Julien mandando-o embora sem discutir o pecado com ele; é proteção ou é a Igreja despachando um problema para outra porta?
A última noite, que ela supõe ser a derradeira, deixa Julien desolado: Julien espantou-se com os abraços sem calor daquele cadáver vivo; não conseguiu pensar em outra coisa durante muitas léguas.
Para discutir Diante do cantor Geronimo, que ganha sessenta mil francos por uma esperteza de teatro, Julien pensa que "melhor ser um Geronimo do que um Rênal". O que o cantor oferece como modelo, e como ele ilumina a ideia que Julien faz de sucesso?