Resumo do capítulo
Abade Pirard apresenta Julien Sorel ao Marquês de La Mole, um homenzinho magro de peruca loira, e lhe dá dois dias livres em Paris: Julien perde o relógio para um liberal prestativo no cemitério e vê o sapateiro registrá-lo como sr. Julien de Sorel. O marquês o instala numa mansarda e manda que compre mais vinte e duas camisas, e Julien fica deslumbrado com a biblioteca. Mas o marquês desanima ("É tempo perdido toda essa experiência") ao ver que ele escreve "isso" com um só s.
No jantar, Julien conhece a marquesa, o conde Norbert e Mathilde de La Mole, cujos olhos belos e frios não lhe agradam. Uma discussão sobre Horácio com um acadêmico lhe devolve a segurança e conquista a estima do marquês.
Análise
Cap. II. Na biblioteca do palácio de La Mole: Terminada a tarefa, Julien ousou se aproximar dos livros: quase enlouqueceu de alegria ao encontrar uma edição de Voltaire.
A arma que salvou Julien no seminário (ver O seminário de Besançon) e na casa de Rênal, memória, latim, trabalho obstinado, não é moeda em Paris: aqui o capital é o nascimento, e o mérito só compra alguma coisa quando embrulhado em maneiras que ninguém ensinou a Julien.
Para discutir O marquês se encanta com a biblioteca e com o latim de Julien, mas se desanima ao ver que ele erra a ortografia de uma palavra, e pensa que toda a experiência foi tempo perdido. O que a cena sugere sobre o que conta como saber na casa de La Mole?
Para discutir No primeiro jantar, uma discussão sobre Horácio devolve a Julien a segurança e a estima do marquês. Por que é justamente o latim, e não a conversa de salão, que lhe dá voz ali, e o que isso diz sobre o lugar que ele ocupa na casa?