Resumo do capítulo
Mathilde de La Mole imagina o amor por Julien Sorel como o de Margarida de Valois por La Mole, sem contrato nem tabelião, e conclui que, se ele fosse nobre, seria apenas uma aliança desigual. No dia seguinte, ao elogiá-lo para Croisenois e Norbert, ouve do irmão que, se a revolução recomeçar, Julien os mandará à guilhotina; depois do susto, ela decide que é o maior dos elogios ("Será um Danton!"). Quando Caylus e os outros atacam Julien, ela os desmonta, e a incerteza se ama ou não passa a ocupar seus dias e a expulsar o tédio.
Análise
Se, apesar de sua pobreza, Julien fosse nobre, meu amor não passaria de uma tolice vulgar, apenas uma aliança desigual; isso eu não aceitaria; não haveria o que caracteriza as grandes paixões: a enorme dificuldade a ser vencida e a obscura incerteza dos acontecimentos.
Para discutir Mathilde pensa que, se Julien fosse nobre, o amor dela seria "uma aliança desigual", sem "a enorme dificuldade a ser vencida" que caracteriza as grandes paixões. Por que ela precisa de obstáculo para amar, e o que isso diz sobre a natureza da paixão dela?
Para discutir Ao ouvir do irmão que, se a revolução recomeçar, Julien os mandará à guilhotina, Mathilde decide que é o maior dos elogios ("Será um Danton!"). O que a leva a tomar por elogio aquilo que ameaça a própria classe?