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O Vermelho e o Negro · Livro I · Capítulo 4

Um pai e um filho

Resumo do capítulo

No dia seguinte, às seis da manhã, Rênal desce à serraria e propõe ao Sorel pai o filho Julien como preceptor: trezentos francos por ano, comida e roupa; o camponês esconde a satisfação sob um ar de tristeza insatisfeita, e Rênal, que o supõe cortejado por outra oferta, o vê pedir para consultar o filho. Julien Sorel é encontrado a cinco ou seis pés de altura, montado numa viga do telhado, lendo, surdo ao chamado do pai por causa do livro, e leva um golpe que derruba no riacho o Memorial de Santa Helena (ver O Memorial de Santa Helena), o livro que mais preza. A cena fixa de saída a hierarquia da casa: o pai camponês, rude e calculista, despreza no filho exatamente o que o distingue, a inteligência aplicada à leitura em vez do trabalho braçal. O narrador descreve o rapaz frágil de dezoito ou dezenove anos, desprezado pelos irmãos, que idolatrou o velho cirurgião-mor que lhe ensinou latim e história e lhe deixou a condecoração da Legião de Honra e os livros; o capítulo termina com o pai agarrando-o para interrogá-lo.

Análise

Cap. IV. Empurrado para casa pelo pai, Julien ainda olha para trás:

olhou tristemente o riacho onde caíra o livro; de todos, era o que mais prezava, o Memorial de Santa Helena.

Para discutir Julien é encontrado montado numa viga da serraria, lendo, surdo ao chamado do pai, e leva um golpe que derruba o livro no riacho. Por que o pai despreza no filho justamente a leitura, e o que a cena mostra sobre o que cada um dos dois chama de trabalho?

Para discutir Quando Rênal propõe trezentos francos por ano, comida e roupa, Sorel pai o escuta "com aquele ar de tristeza insatisfeita" e pede para consultar o filho. O que esse jeito de negociar mostra sobre como um camponês esperto trata quem é mais rico e mais poderoso do que ele?