Resumo do capítulo
Ao sair do presbitério, Julien Sorel encontra Valenod e se apressa em contar-lhe o aumento de salário. À noite, no jardim, tenta pegar a mão da Madame de Rênal, que a retira, mas, ao ouvir Rênal aproximar-se falando de política com raiva, resolve tomar a mão dela diante do próprio marido e beija-lhe o braço e a mão, que ela, assustada, acaba entregando. A sra. de Rênal, que passara o dia atormentada pela suspeita de que Julien amasse outra, descobre que está apaixonada e, de volta ao quarto, é tomada pelo terror da palavra adultério, a ponto de gritar e acordar Elisa; resolve tratá-lo com perfeita frieza. Julien, no quarto, resolve aproveitar a vitória, que chama de puro Napoleão, e pedir ao patrão uma folga de três dias para visitar Fouqué.
Análise
A ameaça que paira sobre o Monsieur de Rênal não é só de fortuna, é política: O sr. de Rênal falava de política com raiva: dois ou três industriais de Verrières estavam se tornando decididamente mais ricos do que ele e queriam enfrentá-lo nas eleições.
A posição de Rênal em Verrières não está garantida, os rivais o enfrentam nas eleições, e é o mesmo dinheiro que dá lucro na alameda da Fidelidade que compra a eleição seguinte.
Cap. XI. A sra. de Rênal, já sem culpa diante do marido: Que importam a meu marido os sentimentos que eu possa nutrir por esse rapaz?
Para discutir Julien resolve tomar a mão da sra. de Rênal diante do próprio marido, que fala de política com raiva, e depois chama a vitória de "puro Napoleão". O que significa tratar uma sedução como campanha militar, e o que o narrador parece pensar disso?
Para discutir Ao descobrir que está apaixonada, a sra. de Rênal é tomada pelo terror da palavra "adultério" e resolve tratar Julien com perfeita frieza. Por que ela sente o amor primeiro como ameaça de castigo público, e o que isso mostra da educação que recebeu?