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O Vermelho e o Negro · Livro II · Capítulo 13

Uma conspiração

Resumo do capítulo

Julien Sorel volta a surpreender Norbert e Mathilde de La Mole falando dele e suspeita de uma mistificação; descobre, com fios de crina sobre os volumes de Voltaire, que alguém na casa os lê às escondidas, e passa a ver em Mathilde uma Catarina de Médici. Decidido a partir para o Languedoc, recebe dela, na véspera, uma declaração de amor, e a alegria de ter vencido Croisenois não o impede de temer uma armadilha: adia a viagem, manda copiar a carta e envia o original, escondido numa Bíblia, a um empregado de Fouqué. Responde a Mathilde com a prudência de um diplomata e vai à Ópera.

Análise

Julien só consegue admirar Mathilde depois de a transformar, na imaginação, numa Catarina de Médici, isto é, depois de vesti-la com o mesmo molde de cálculo e perversidade que ele aprendeu a temer e a respeitar em Maslon, Abade de Frilair e Castanède no seminário (ver O seminário de Besançon). Ele não sabe amar sem primeiro desconfiar.

Cap. XIII. Julien: Que bobagem; cada um por si nesse deserto de egoísmo que chamam de vida.

Cap. XIII. Julien, ao receber a declaração, pensando em Croisenois: nossos méritos, os meus e os do marquês, foram sopesados, e o pobre carpinteiro do Jura venceu.

Para discutir Julien só consegue admirar Mathilde depois de imaginá-la como uma Catarina de Médici, e, ao receber a declaração, teme uma armadilha, manda copiar a carta e envia o original escondido numa Bíblia. O que o impede de aceitar ser amado?

Para discutir Ao receber a declaração, Julien pensa que "o pobre carpinteiro do Jura venceu", e antes repetia que cada um é por si "nesse deserto de egoísmo que chamam de vida". Que tipo de vitória ele sente, e sobre quem?