Resumo do capítulo
Encantada por ter estado a ponto de ser morta, Mathilde de La Mole procura Julien Sorel depois do jantar e o leva a passear no jardim, onde passa a lhe fazer confidências sobre os rapazes por quem sentiu entusiasmo, Croisenois, Caylus e Luz. Não é só confissão, é prazer de vê-lo sofrer: ao falar, ela redescobre em si um resto de inclinação por eles, e Julien a ouve na mesma alameda onde esperara soar uma hora para entrar no quarto dela. A intimidade cruel dura oito dias.
Um dia, desvairado de amor e de dor, Julien lhe diz que ela já não o ama mais, ele que a adora, e comete o que o narrador chama de pior tolice possível.
Análise
Suas palavras tão francas, mas tão estúpidas, mudaram tudo num átimo: Mathilde, com a certeza de ser amada, desprezou-o por completo.
Julien passa a evitá-la e a vigiá-la de uma janelinha em cima da mansão, de persiana fechada, enquanto o Marquês de La Mole o julga doente. Uma brincadeira do marquês sobre a próxima viagem dele faz Mathilde pensar que ele pode partir por muito tempo, e ela, sem poder voltar aos rapazes brilhantes, calcula que ao lado de um homem como Julien, a quem só falta a fortuna que ela tem, desempenhará um grande papel.
Para discutir Por que a declaração mais franca de Julien, a que deveria comovê-la, faz Mathilde passar do prazer de torturá-lo ao desprezo?
Para discutir Julien ouve as confidências de Mathilde na mesma alameda onde esperara soar uma hora para entrar no quarto dela e depois a vigia por uma janelinha, de persiana fechada. O que o faz aceitar o papel de ouvinte e de vigia, e o que isso mostra do poder que ela tem sobre ele?