Resumo do capítulo
De volta a Paris, Julien Sorel relata a missão ao Marquês de La Mole e corre à casa do conde Altamira, que o leva a d. Diego Bustos, ex-pretendente da marechala de Fervaques. Os dois liberais, Altamira e o espanhol Bustos, descrevem-na como vingativa e jesuítica, e Bustos empresta a Julien quatro cartas escritas por ela, para que conheça seu estilo.
Bustos formula o enigma de que depende, segundo ele, todo o futuro de Julien.
Análise
d. Diego Bustos, sobre a marechala: Todo o seu futuro, senhor apaixonado, depende deste grande problema: será uma beata cansada de seu ofício e má por ser infeliz?
Julien segue à risca a orientação do príncipe: veste-se de modo simples, observa as mãos de Mathilde de La Mole, que tremem ao vê-lo, e se instala junto da marechala de modo que Mathilde não veja seus olhos. À noite vai à Ópera Bouffe, a um camarote ao lado do da marechala, e passa a manter um diário do cerco. Mathilde, que o esquecera durante a viagem e se dispunha a aceitar o casamento com o marquês de Croisenois, muda de ideia ao vê-lo: se voltar às convenções, é com Julien que deve se casar.
Nos dias seguintes, a intriga do cordão azul aproxima a marechala do marquês de La Mole, que pode vir a ser ministro, e Julien, que então poderia esperar um bispado, só pensa em reconquistar Mathilde em cinco ou seis anos de desvelos.
Para discutir Bustos formula o enigma de que dependeria todo o futuro de Julien: a marechala seria "uma beata cansada de seu ofício e má por ser infeliz"? Por que Julien aceita basear um plano de conquista no retrato que dois adversários dela fazem?
Para discutir Mathilde, que o esquecera durante a viagem e se dispunha a aceitar o casamento com Croisenois, muda de ideia assim que vê Julien de novo. O que a faz desejar de novo quem parece não desejá-la, e o que isso mostra sobre o amor dela?